Não é um, não são dois,
nem três. São quatro anos. 1460 dias. 35.040 horas. Minutos e mais minutos. De
amor, de momentos bons, de um companheirismo sem igual, de uma cumplicidade
única. Uma amizade, um sentimento especial e inexplicável. Contigo aprendi que
se aprende errando. Que crescer não significa fazer anos. Que o silêncio é a
melhor resposta, quando se ouve uma merda qualquer. Que trabalhar não significa
só ganhar dinheiro. Que amigos conquistamos mostrando aquilo que realmente
somos. Que a maldade esconde-se sempre atrás de uma bela cara. Que não se
espera a felicidade chegar, mas sim devemos procurá-la. Que quando penso saber
tudo, na realidade ainda não aprendi nada. Que um só dia pode ser mais
importante que muitos anos. Que se pode conversar com as estrelas e contemplar
a lua todas as noites. Que se pode viajar além do infinito. Que sonhar é
obrigatório. Que se deve ser criança a vida toda. Que somos livres. Que o
julgamento alheio não é nem nunca será importante. Que o que realmente importa
é a paz interior. E aprendi, finalmente, que não se pode morrer, para se
aprender a viver. Que amar significa conquistar todos os dias, entregar-se por
inteiro.
E por tudo isto, não
posso negar, foram muitos os momentos em que pisei na terra molhada e dancei
com a chuva ao som da felicidade. Nem sempre foi fácil, é certo. Mas o teu
perfume acabava por me acalmar a alma, e o vento acabava sempre por transportar
a liberdade dos sentimentos. Houve sempre magia. Obrigada. Obrigada por tudo o que me proporcionaste e por tudo aquilo
que eu sei que continuarás a fazer. Não só por mim, nem por ti, mas
principalmente por nós. Orgulho-me muito de ti. Assim como me orgulho todos os
dias daquilo que fomos construindo juntos. De facto, há coisas que começam por ser nada e acabam por
ser tudo. Obrigada por tudo. Amo-te.
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