26.12.11

Querido Pai Natal!
Este ano foste a maior desilusão de sempre...
Sabes é que eu levo sempre as coisas muito a peito. Já me disseram para ser mais descontraída, mas eu não consigo. Sou amuada quando de fazem mal, e demoro dias a curar as mágoas. Por vezes até meses, depende da gravidade da situação. Simplesmente porque não convivo bem com pessoas que nem sequer se dão ao trabalho de me quererem bem. E como eu costumo dizer é isto que me altera o carácter dia após dia. Se uma vez fui querida e generosa com uma pessoa, talvez a minha individualidade não me permita mais criar esses laços afectivos. E não! Não é maldade, são sentimentos profundos, por vezes até meios desequilibrados, confesso.
Mas não é este desequilibro que me faz desequilibrar constantemente. São as pessoas que criam em mim sentimentos obscuros, dos quais eu já não consigo controlar. E embora isto me deixe transtornada, eu não desisto de dar o meu melhor a todos os que quero bem e principalmente àqueles que quero comigo. Por exemplo, o meu amigo de todas as horas que se torna no namorado a tempo inteiro e melhor amigo em part-time, quase nunca me ouve, mas não é por isso que o detesto, muito pelo contrário. Geralmente não me faz mal, mas  também quando faz é a matar. Nunca me dá o que quero, mas quando dá eu quase que lanço foguetes de euforia. Erra sempre nas alturas inapropriadas, porque quase nunca está atento ao que falo, ao que escrevo e essencialmente ao que sinto. Mas não é por isto que quero estar distante porque eu preciso dele.  Eu aprendo com ele e ele embora de forma mais lenta também vais alcançando algumas coisas que lhe ensino, no fundo aprendemos sempre alguma coisa um com o outro. Estupidamente ou não, chego a pensar que grande parte das minhas fragilidades e desequilíbrios sejam causados por pessoas como ele (que na hora da verdade vê-se que só pensam nelas próprias e não nos outros). Apenas por serem raras a vezes de felicidade. Mesmo que toda e qualquer intenção seja carinhosa, por vezes quase penso que não somos nada um ao outro, nem tão pouco namorados. Porque geralmente nunca me entende. E por a discordância ultimamente ser tão frequente, pelas opiniões distintas, por não me conhecer suficientemente bem e ainda por quase nunca me agradar.
Este Natal, não foi Natal. E não pelo simples facto de me ter dado um lcd que nunca lhe pedi, mas sim pelo facto não me conhecer ao ponto de saber que ia detestar esse presente. Fica na mesma o obrigada pelo dinheiro que deixou na rádio popular, quando ele me fazia falta para milhões de outras coisas. Obrigada!
Obrigada também ao Pai Natal que afinal é um balofo e nunca na puta da vida dele me deu o que eu realmente queria. Agora percebo o porquê de dizerem que acreditar no Pai Natal era o mesmo que acreditar no Sócrates!

Até para o ano balofo! 
Saudações da pessoa que mais anos acreditou em si.

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