O tempo aqui passa devagar. Não corre, não avança, não anda. O movimento cansa-me, o stress agita-me e o barulho incomoda-me.
Nunca senti tanta necessidade de te ter por perto, de te querer tanto e como nunca. Não deixa de ser estranho sentir pela primeira vez na vida a necessidade de te ter só para mim.
A verdade é que preciso de ti, quero-te aqui, sempre. As tuas visitas animam-me, deixam-me inteiramente feliz e segura. As tuas partidas deixam-me de coração nas mãos, sozinha e desprotegida. Contigo o tempo passa a voar e eu não queria.
À noite quando me deito na minha cama nova, recordo-te com bem-querer e acaba sempre por me cair uma lágrima ou duas pelo rosto. É inevitável! Por mais que tente, continuo a achar que o teu lugar definitivo deveria ser aqui, embora perceba que as circunstâncias não o permitam. Mas custa-me...
Recordo-te aqui comigo, recordo os mimos bem dados, os beijinhos fofinhos. Chego a achar que nem dormes para ter a certeza que passo bem toda a noite. Acordo e tu já estás a olhar para mim, quando estou para adormecer tu já estás a preparar o teu melhor aconchego.
É isso que me faz sentir falta, é isso que me faz sentir saudades. Por mais egoísta que possa estar a ser, por mais ridícula e estúpida é isto que sinto. O meu coração quebra-se em dias longos e (re)constrói-se em dias curtos.
Apesar de tudo, não é a distância que enfraquece o amor, por muito que seja o que a maior parte das pessoas acham. Quando se gosta, a luta é constante.
Eu adoro-te e nada vai mudar.
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