6.9.10

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O wishky continua com o mesmo cheiro, a vodka amarga-me a boca e enfraquece-me a alma.
São garrafas e garrafas espalhadas pelo chão do quarto. Está escuro e eu desejo o impossível. O mundo lá fora não me diz nada, o céu não tem cor e as pessoas são seres horríveis e insuportáveis. 
Tenho pequenos molhinhos de erva numa gaveta e pretendo intoxicar-me com doses excessivas, até cair. Ninguém vai dar conta. Porque ninguém me pertence, ninguém me conhece, ninguém sabe quem sou e onde estou.
Não quero ouvir a palavra vida, muito menos saber o que é viver. Porque até hoje, a vida diz-me pouco ou nada, e viver é coisa que desaprendi.
Consigo odiar-me. Mas não mais do que a todos os outros que ainda me conseguem rodear.


*texto imaginado*

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