E sempre que bebo entorno a cerveja nas minhas calças de ganga e rebolo na areia como se não existisse céu, como se não existisse o limite das coisas.
Percorro a praia de uma ponta a outra. Durante a noita a brisa do mar inunda-me o corpo de reflexões certeiras. Nada falha. Passam-me inúmeros filmes pela cabeça. Filmes lógicos, histórias reais, coisas vividas, momentos já passados...
Não foste mais do que um companheiro que me aquecia e me protegia, que me transmitia uma segurança incrível nunca antes sentida.
Mas sinceramente, chateia-me entornar sempre a mesma bebida nas calças, chateia-me ter de aguentar com as doses de wishky fim-de-semana após fim-de-semana. Chateia-me mesmo ter de beber para te esquecer. E chateia-me mais ainda ter dores de cabeça insuportáveis por todas as consequências do dia anterior. Fumo cigarros descontrolavelmente só por fumar. Porque me apetece intoxicar os pulmões.
E eu bebo, bebo voluntariamente. Faço figuras de palhaça e chamam-me nomes por cuspir para os vidros dos carros. Bebo porque me apetece. Porque gosto da cor com que as malditas calças ficam após uma grande bebedeira inventada por mim mas criada por ti.



Sem comentários:
Enviar um comentário