4.3.10

Com ou sem ti, as coisas fazem sempre sentido. Adoro viver, adoro ser livre e adoro descobrir o que não conheço.
Não é por alguém que eu me vou lamentar e chorar baba e ranho. Pode custar, mas primeiro estou eu, estão as minhas vontades, está o que realmente quero. Adoro a minha independência, e agora mais ainda.
Isto tudo para dizer que sou solteira e boa rapariga. Um tanto ou quanto dispersa de relações amorosas, mas sou feliz assim. Não tem de se fazer das relações o prato do dia, nem mesmo uma depedência obececada, como para a maior parte das pessoas que fazem do amor/namoro, vida. E se bem me conheço, para mim vida é muito mais do que isso. Não temos que propriamente ter alguém ao nosso lado para sermos inteiramente felizes e completos. Há outras coisas que nos fazem bem, que nos completam sem que para isso andemos de mãos dadas pelo jardim a dizer coisinhas lindas ao ouvido. Continuando...se bem me conheço, eu não conseguiria manter um dito namoro lindo e perfeito como todos/as pretendem que sejam. Por três motivos: 1- eu quero descobrir montes e montanhas, quero viajar, quero virar este mundo e o outro, sozinha.
2 - a vida que eu quero não dá para integrar alguém especial nela. Especiais são muitos, mas nenhum ocupa o mesmo lugar de um verdadeiro especial (se é que me faço entender), portanto o melhor mesmo é manter um montão de especiais e nunca um só especial. Para além disso é preciso tempo e paciência, coisa que eu não tenho. Existe necessidade de haver uma certa disponibilidade/disposição para dizer todos, ou quase todos os dias "amo-te"; "quero-te para sempre"; "és a minha vida"; "fica comigo", etc etc... Opa, não mesmo!
(Primeiro porque "amo-te" nos dias que correm é um acto de comédia misturado com loucura, uma palavra demasiado banalizada e por vezes dita sem sentido nenhum. Mas acredito, que exista aquele "amo-te" verdadeiramente sentido e com carradas de amor e ternura à mistura. Segundo, o "quero-te para sempre", é momentâneo muito certamente, com o desenrolar das coisas já ninguém quer ninguém, muito menos, para sempre. Terceiro, a parte do "és a minha vida" também é um bocado patético, porque eu penso assim: - a minha vida sou eu foda-se! O resto faz parte dela, mas ninguém é a vida de ninguém. E o "fica comigo", opa pronto, de vez em quando tudo bem. Agora, sistematicamente é que não.
Eu já sei que sou anormal e blá blá... Mas opa ou eu tenho uma relação selvagem, daquelas em que o bicho pega, o bicho come, o bicho desaparece e volta em momentos de paz e amor, ou então não está de todo nos meus planos algo diferente. E dizer aquelas coisas parvas, não me soa nada bem também.)
3 - o último motivo, e não menos importante, é pelo facto, de querer ser mais eu do que "nós".
Talvez, um dia me apeteça ser um ser normal, mas por enquanto sou tão feliz assim que nem consigo pensar de outra maniera. E acabo por adorar a minha anormalidade.
Amanhã não sei como será. Tudo pode ser diferente, e posso passar a ser mais uma que vive do amor e apenas para o seu amor.
Mas hoje...hoje eu tenho a certeza que é desta forma, com muito amor, mas para muitos amores.

Só mais uma coisa, alguém acha normal o facto dos jovens casais, tipo adolescentes (15/16 anos, se não menos) usarem já anéis de comprometido?
Eu fico um bocado pálida com a situação. Seja cega, até ando de lado.

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