13.1.10

Não vou falar de príncipes nem de princesas, porque seres desses não existem na minha imaginação, muito menos em qualquer parte deste planeta.
Tu, como deves saber, não és príncipe nem tão pouco como isso. Nem tu nem nenhum igual ou diferente de ti. Não há contos de fadas, há sim, histórias felizes, mas são poucas as do "para sempre".
Hoje, até posso escrever aqui um monte de coisas fúteis e irrelevantes, mas são sentidas. Independentemente da sua forma, e por mais insignificantes que sejam.
O verdadeiro sentido das coisas, seria dizer-te o quanto és importante, o quanto me fazes bem e o quanto te julgo príncipe dos Reinos Encantados em momentos de paz e amor. Eu sei como é invulgar dizer isto de ti. Apesar de não seres (mesmo), de todo, príncipe e por mais que continues a vaguear na minha mente de forma doce e subtil. E o mais estranho no meio disto tudo, é que me ocorres na cabeça, nas veias, no corpo, por toda a parte de mim.
A verdadeira forma de ver as coisas, também seria, chegar a conclusões óbvias, sensatas e reias. O que até agora nunca aconteceu, diria que por simples parvoíces. Uma vez que eu sempre te detestei, sempre te achei feio e ranhoso. E, como tal, os papéis repetiam-se regularmente. O que quer dizer, que nos odiava-mos mutuamente, sem "quê's nem porquê's". Mas apesar da irritante maneira de nos tratarmos, chegou a tornar-se saudável e de alguma forma cordial.
É! Parece que engoli doses de paciência para poder aguentar-te à brava com as tuas super-teorias ridículas de que só tu é que és bonito e inteligente. Mas eu sempre te demonstrei ser mais perspicaz.
Agora, não sei como estás. Mas acho que também nunca soube. Agora não sei o que me és. Mas também nunca soube muito bem e, como sempre, penso que desvalorizei ao máximo tudo o que nos envolvia. Não sei se fiz bem se mal. Mas, talvez tenha sido a melhor forma de te encarar como uma pessoa comum e não como uma pessoa importante na minha vida. Posso dizer também, que apesar de não haver as ditas histórias do "para sempre", há sempre aquelas que foram, durante tempos, muito felizes.

De facto, eu até gosto (um bocadinho) de ti.

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