não conseguia dormir, virava-se de um lado para o outro, inquieta, inconstante, completamente desconfortável e um tanto ou quanto incerta. olhava para o telemóvel de minuto a minuto. e quando já passava da meia-noite e se sentia com a alma aflita e desesperada resolveu enviar uma mensagem à pessoa que estava constantemente no seu pensamento, onde dizia em poucas palavras, tudo.
"quero-te muito." um pouco nervosa e insegura foi só e apenas isto que conseguiu escrever. em resposta recebeu: "estou à tua espera no sítio do costume."
apressadamente, vestiu-se e saiu em direcção ao sítio que costumavam partilhar os dois.
quando chegou lá e o viu, envolveram-se num abraço infinito que abafava todas as reacções sentidas naquele momento. um abraço de segundos que se transformou num tempo desmedido. um abraço inexplicável, cheio de bem-querer, carregado de afecto.
passaram o resto da noite a contemplar as estrelas e a lua, que por sinal, estava cheia. falaram pouco. o que havia para dizer foi transmitido pelo abraço que os aproximou e os reencontrou de novo.
eles adoraravam-se mas nunca tiveram coragem para o dizer. adoravam-se e ninguém sabia. o mundo desconhecia a existência dos dois.
ao clarear da manhã passearam de metro. deslocaram-se cada um para sua casa e assim despediram-se no meio da avenida com um beijo interminável.
a certeza é que agora o mundo conhecia-os.
pois eles adoravam-se indefinidamente.
sim, agora já dá, felizmente!
ResponderEliminarmuito obrigada. fico contente que dêm valor aquilo que escrevo. :)
este texto está muito bonito.
beijinho