Mais uma vez vocês partiram. Estou novamente sozinha e começo a habituar-me à ideia de que eu, mais do que ninguém é que tenho o maior espírito de sacrifício naquela casa.
Não gosto de ficar com o mundo às costas e ter um sentido de responsabilidade acrescido (apesar de não me fazer mal mas podia-se evitar, uma vez que responsabilidade nunca me faltou a partir do momento que comecei a lidar com tudo e mais alguma coisa sozinha).
Ora, obviamente que custa. Normalmente custa-me muito nos primeiros tempitos, que é aquela fase de adaptação em que me vou habituando novamente à vossa ausência durante tempos indefinidos. Depois acaba por ser uma rotina constante, em que convivo bem sem vocês (apesar das saudades), mas isso também sempre se ultrapassou.
Acabo por ter menos tempo para mim, o que implica uma dedicação a 100% no meu doce lar. Em pouco tempo torno-me uma dona de casa desesperada, apesar do desespero não ser nenhum - tranquilidade.
Depois, tenho a Li que me faz companhia todas as noites, neste tempo de solidão e de poucas falas. É aborrecido. Não vou dizer que não é, porque é.
E hoje a Mádi faz 94 anos. Está velhinha. Quando chegar a casa vou fazer um super bolo de aniversário para ela. Afinal de contas foi ela a minha ama, durante toda a minha vida enquanto bebé, pequena e graúda. Agora a ama dela, sou eu. Incrível, como as coisas mudam e como de repente se invertem os papéis sem darmos conta que, o tempo, de facto, passa a correr.
Não é todos os dias que se fazem 94 anos, tal como, não é todas as pessoas que chegam a esta fabulosa idade sem qualquer problema de saúde, como é o caso.
Obrigada ao meu pai, por todos os dias me enviar uma mensagem amorosa.Adoro-te pápi, adoro-te Li.
Parabéns Mádi. ♥
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