ao telefone...
- amor, hoje vou mais tarde para casa, porque combinei um café com os meus amigos. está bem?
- sim, pateta.
- não fiques aborrecida, eu prometo chegar cedo.
- está bem, eu não me importo. diverte-te.
- porquê que também não combinas com as tuas amigas?
- talvez...
- fazia-te bem. sinto-te triste.
- sim, vou combinar então...
ele saiu e eu acabei por sair também. fui ao café do costume, desta vez optamos por ficar na esplanada. bebemos duas cervejas cada uma e pedimos tremoços, como habitual. pusemos a conversa em dia. falamos da actualidade, de notícias correntes, de música, de trabalho e de desporto. a nelly admitiu que o seu novo chefe do banco onde trabalha, é um borracho. com isto acabamos por relembrar também o antigo professor de natação da clau, que pelos vistos (ainda) se continua a mandar a ela depois de já ter levado nas trombas do namorado. conversamos sobre os ex-namorados, as ex-relações, os namorados efectivos (tipo contratos de longa duração), sobre filhos, casamentos e divórcios e claro, sobre sexo. quando dei conta já passavam das duas da manhã e fui para casa carregada de histórias loucas. só nossas.
enquanto vinha a conduzir, pensava de como sempre fomos tão inseparáveis e a maneira como cada uma de nós continuava com as ideias firmes quanto a manter a nossa relação para sempre, como prometido em tempos de juvenilidade. gostávamos tanto de estar, falar, ouvir, como sempre o fizemos, e, no entanto as nossas vidas já se notavam bem distintas. lidávamos sempre com o maior zelo em relação a tudo o que envolvesse as três, com a maior segurança, confidenciávamos tudo, desde os mais pequeninos pormenores...
finalmente cheguei a casa. abri a porta devagarinho e dirigi-me ao quarto. o meu amor já tinha chegado e já estava a dormir. começei a tirar a roupa e quando me ia deitar tinha um post it na minha almofada que dizia: "não te trouxe chocolates, porque engorda, muito menos flores porque murcham logo no dia a seguir. mas eu adoro-te."
o meu coração bateu descontrolavelmente, e sorri sem conseguir evitar que ele acordasse. meio acordado, sorriu e disse:
- já voltaste? a cama está fria.
deitei-me, ainda a sorrir e dei-lhe um beijo. a cama aqueceu.
- adoro-te. - disse eu por fim.


adorei :)
ResponderEliminarmuito bom :D
ResponderEliminaradoro os teus textos
adoro te, andreia :p
Esse amor sou eu, aposto :p
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